terça-feira, 11 de dezembro de 2012

O Resto É Nada Mais (O Sonho de Um Visconde)

Eu sonhei que o mar me engolia, me tirava o ar
Experimentei uma paz
De ver que eu não iria mais voltar
Eu vi que o céu é só mais uma ilusão
Escrevi num papel, pra me lembrar ao fim do furacão
Precisei voar pra bem longe só pra ver
Serei sempre eu, as palavras
E o resto é nada mais
Serei sempre eu, as memórias
E o resto é nada mais
Eu tentei pintar na minha cara um sorriso igual
Aquele que, eu sei, está lá
Num grão de areia entre as Mostardas e o Pinhal
Eu vi que o céu me atrai bem mais que o chão
Mas é tão cruel contemplar sozinho a imensidão
Queria alguém pro universo observar
Seriamos eu, você, e o resto é nada mais
Queria, por um dia, conseguir mudar
Deixar de ser errante, por um dia, não andar
Eu tenho uma ferida de cada lugar
Em que deixei guardada a solidão
E é por isso que eu digo que eu não sei lidar
É muito mais do que meu peito pode suportar
Não quero sonhos com hora marcada pra acabar
Prefiro essas histórias imperfeitas pra contar
Será que há alguém pra me ouvir e me fazer mudar?
Será que há alguém por aí?

-Fresno

domingo, 9 de dezembro de 2012


Você diz que já me esqueceu
Mas seu coração implora pelo meu
Você diz que eu não sei jogar,
 mas os teus olhos me lembram tanto o mar
Você diz que já não pensa mais em mim
que bom seria se a gente não sofresse tanto assim
você diz que a tristeza em meu olhar
talvez por que eu não possa me imaginar
sem você....

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012


 E se parar de respirar fosse a melhor opção? Quem se importaria com a palidez em minha face, quem sentiria a frieza em minha pele, quem notaria que em minhas veias não corre mais sangue e  o coração já não bate?
Quem iria chorar pela vida que iria me abandonar? Quem iria ficar triste pela minha ausência? Quem iria sentir saudade do meu sorriso?

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Versos Mudos

Sei que já tentei de tudo
Sei que já não quero mais lembrar
Só não sei como dizer pra mim

Toda vez eu me pergunto
Quem será que pode completar
Esses versos mudos que escrevi

Pra tentar me convencer
Que eu consigo sem você
Respirar enfim, um momento só pra mim
E deixar, a vida acontecer

Aos poucos vou reconstruindo
Aos poucos tudo volta pro lugar
Escutando a alma dizer que sim

Nesse mundo desatino
Espero a nova rima me encontrar
Nesses versos mudos que escrevi

-Marjorie Estiano

sábado, 1 de dezembro de 2012

Odeio


Odeio fingir que estou feliz,
Odeio segurar as minhas lagrimas
Odeio fingir que não me importo
Odeio fingir que te esqueci
Odeio esconder as cicatrizes que a vida deixou marcada em mim
Odeio forçar sorrisos,
Odeio ficar aqui, quando eu deveria fugir pra bem longe
Odeio não ter coragem pra fazer as coisas que eu quero fazer
Odeio ser esse lixo de pessoa que eu sou que finge, omite e   guarda opiniões
Isso tudo só pra não preocupar ninguém, não chamar atenção e continuar no meu papel de coadjuvante da minha própria vida.